“O Feiticeiro das Palavras”

O Feiticeiro já chegou e trouxe com ele o Jogo das Palavras!…
Sim, porque este ano estamos em festa: comemoramos os 800 anos da Língua Portuguesa e somos uma escola aLer+.
É por isso que o Feiticeiro anda a remexer nos sacos de palavras abandonados nas Bibliotecas ou escondidos pela ignorância!…
Como a conquista da Sabedoria não se faz sozinha, o Feiticeiro Fernão Miguelinof vai visitar os alunos dos 3º e 4º anos das escolas do 1º ciclo do nosso Agrupamento nos dias 1,2 e 3 de dezembro para, em conjunto, descobrirem o segredo das palavras, a sua importância e até o seu futuro!

Palavras da Minha Família


A Biblioteca Escolar , no âmbito do projeto aLer+, lançou um desafio aos alunos do Agrupamento: motivar um familiar para criar um poema cujo tema é livre. 
A participação da comunidade tem sido de tal forma positiva que será elaborado um livro “acordeão” com os trabalhos recebidos. Serão, ainda, publicados neste blog 2 trabalhos por semana.
A criatividade não tem limites…afinal, temos verdadeiros poetas na nossa comunidade! 


A Escola
É dia de escola,
Todas a s crianças acordam cedo
Nas costas levam a sacola,
E de nada têm medo.
A primeira aula é Português
Os Lusíadas vão aprender
Eles só querem brincadeira
Mas assim não pode ser!
A professora na sala ensina
Os alunos atentos estão
No quadro ele escreve a matéria
Assim, cultos eles serão.
A segunda aula é Matemática
Muitos problemas têm de resolver
Há números por todo o lado
O seu raciocínio eles vão desenvolver!
Toca a campainha!
Saem a correr
Eles só querem brincar
Até anoitecer!
Poema de:  Ana Pereira

(tia de Guilherme Canha)



Cumplicidade de mãe e filha
              A mãe diz à filha:                                                                          A mãe diz à filha :
      – Vamos lá brincar!                                                                      -Que “melga” que és! J
              A filha, divertida,                                                                         A filha ofendida,
              Põe-se logo a cantar.                                                                   Arma logo banzés.
             A mãe diz à filha:                                                                           A mãe diz à filha:
            – Vamos ler um bocadinho!                                                        -Vamos lá parar!
             A filha aplicada,                                                                            A filha agitada,
            Vai para o seu cantinho.                                                             Leva tudo no ar.
            A mãe diz à filha:                                                                          A mãe diz à filha:
           – Vamos lá arrumar!                                                                     – Tem lá calma amor!
            A filha muito “cansada”,                                                              A filha enternecida,
            Vai-se logo deitar.                                                                          Muda logo de cor.
Ficam então rendidas
Com tanto “ calor”
A mãe e a filha
E tamanho amor
Poema elaborado por: Cidália (assistente técnica)
(mãe de Lara, 3º ano S. Faustino)


O Reino da Felicidade

O Reino da Felicidade é o reino que eu quero. Tinha-o pensado só para mim, mas resolvi partilhar a minha utopia com os alunos e ouvir a opinião deles.
Será que a felicidade existe?
Será que a podemos partilhar?
Como se constrói o reino da felicidade?
Quais são os atributos da felicidade?
Será verdade que a felicidade ajuda a combater a ignorância e a agressividade?
Como poderemos usar a felicidade para resolvermos estes problemas?

Vai ser uma bela discussão com a “rapaziada” do 7º ano. Uma semana inteira de tertúlia: VIVA A FELICIDADE!
Cliquem no link e vejam o powerpoint:

Onda Pina:Poesia em Movimento




O Museu Nacional da Imprensa está a preparar várias iniciativas para assinalar o 71º aniversário do jornalista e escritor Manuel António Pina, Prémio Camões 2012.
Neste contexto, a nossa biblioteca quis associar-se à iniciativa intitulada Onda Pina: Poesia em Movimento.
Assim, na Biblioteca Escolar estará exposta uma “cortina” de poemas e, nas salas de aula, serão lidos, ao longo do dia, poemas do autor.

Deixamos, aqui, alguns poemas para que se deliciem…
O jardim das oliveiras
Somos seres olhados
Ruy Belo

Se procuro o teu rosto

no meio do ruído das vozes

quem procura o teu rosto?

Quem fala obscuramente

em qualquer sítio das minhas palavras

ouvindo-se a si próprio?

Às vezes suspeito que me segues,

que não são meus os passos

atrás de mim.

O que está fora de ti, falando-te?

Este é o teu caminho,

e as minhas palavras os teus passos?

Quem me olha desse lado

e deste lado de mim?
As minhas dúvidas, até elas te pertencem.

Saudade da prosa
Poesia, saudade da prosa;
escrevia “tu”, escrevia “rosa”;
mas nada me pertencia,
nem o mundo lá fora
nem a memória,
o que ignorava ou o que sabia.
E se regressava pelo mesmo caminho
não encontrava
senão palavras e lugares vazios:
símbolos, metáforas,
o rio não era o rio nem corria
e a própria morte
era um problema de estilo.
Onde é que eu já lera o que sentia,
até a minha alheia melancolia?

A um jovem poeta

Procura a rosa.

Onde ela estiver
está tu fora
de ti. Procura-a em prosa, pode ser
que em prosa ela floresça
ainda, sob tanta
metáfora; pode ser, e que quando
nela te vires te reconheças
como diante da uma infância
inicial não embaciada
de nenhuma palavra
e nenhuma lembrança.
Talvez possas então
escrever sem porquê,
evidência de novo da Razão
e passagem para o que não se vê.

Se quiserem conhecer mais acerca deste fantástico escritor, visitem a Biblioteca!

Agrupamento de Escolas de Abação é agora um Agrupamento aLer+


O Agrupamento de Escolas de Abação informa que foi distinguido, através do Projeto “Abação Abraça a Leitura” para integrar a Rede Nacional de Escolas aLeR+, da Rede de Bibliotecas Escolares, no âmbito do Projeto Nacional de Leitura. Esta Rede, que visa desenvolver uma cultura em que a leitura e o prazer de ler são elementos centrais e transversais às atividades curriculares e extracurriculares, sentirá agora a forte participação do Agrupamento de Escolas de Abação, através de novos contributos e novas experiências que envolvem docentes e não docentes, alunos, encarregados de educação, bem como as comunidades em que as suas escolas se inserem.

V Encontro de Escolas aLer+
Realizou-se no dia 7 de novembro, no auditório da Torre do Tombo, em Lisboa, o V Encontro de escolas aLeR+. No evento participaram as escolas que integram o projeto lançado, em 2008, pela Rede de Bibliotecas Escolares e Plano Nacional de Leitura. Estas escolas desenvolvem uma cultura transversal de leitura, envolvendo os elementos da comunidade educativa – professores, educadores, funcionários, pais, bibliotecários e autarcas.
Foram apresentadas duas comunicações por conferencistas convidados: Teresa Colomer e Pedro Mexia. Houve também lugar à partilha de práticas, ao balanço do projeto e à entrega de diplomas aos agrupamentos e escolas agora integrados.
Para além da Coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares e do Comissário do Plano Nacional de Leitura, a sessão de abertura contou com a presença do Diretor Geral do Livro dos Arquivos e das Bibliotecas, do Secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário e do Secretário de Estado da Cultura. No encerramento e entrega de diplomas, esteve presente o Ministro da Educação e Ciência.

O Ministro da Educação e Ciência a entregar o diploma ao nosso Agrupamento




“A leitura engrandece a alma”
Voltaire

Escritor Pedro Seromenho

No dia 10 de novembro, os alunos do 3º e 4º ano do Agrupamento de Escolas de Abação deslocaram-se à Biblioteca Raul Brandão para assistir à apresentação do novo livro do escritor Pedro Seromenho “As gravatas do meu pai”. 
Este livro “é a história de um menino que tinha pressa de crescer. Ele achava que, se usasse uma das gravatas do seu pai, se tornaria num senhor alto e importante! Por isso, resolveu experimentá-las uma a uma, fossem estas felizes, preguiçosas, apaixonadas, aventureiras ou despistadas. Mas nenhuma condizia com aquilo que sentia:”
O escritor encantou a plateia não só com as suas histórias como com uma ilustração que fez no momento.
No momento do debate, os nossos alunos “bombardearam” Pedro Seromenho com imensas perguntas às quais ele respondeu com a simpatia que lhe é inerente.
No final, fomos presenteados com a ilustração.
Foi uma sessão fantástica e cheia de surpresas. 

Abação adota um Idoso

O projeto “Abação adota um Idoso” está de volta à Escola Básica de Abação. Uma vez mais, a nossa escola quis juntar-se à EB1/JI de Calvos e abraçar este projeto. A equipa dos “Trilhos Solidários”, a equipa da Biblioteca Escolar no âmbito do projeto “aLer+” e a diretora de turma do 6ºA iniciaram as atividades que serão continuadas ao longo do ano.
Assim, no dia 3 de novembro, acolhemos na nossa escola idosos do Lar S. Francisco. Estes fantásticos senhores e senhoras foram presenteados com uma peça de teatro levada a cabo pelos alunos do 6ºA, com momentos de poesia, com uma dança e com um lanche. 
Foi uma tarde onde reinou a boa disposição e onde a troca de experiências entre gerações foi uma mais valia e onde todos saíram mais enriquecidos.
Ficam as fotos com sabor a carinho, ternura, e outros sentimentos tantas vezes esquecidos.

Escritora Eva Machado na Escola Básica de Abação

No dia 28 de outubro, a Escritora Eva Machado chegou à nossa Biblioteca para nos apresentar o seu livro  “As Bruxas e a água do cu lavado”. Vinha equipada com todos os instrumentos para prender a nossa atenção: o caldeirão, a vassoura, o gato, as ervas, a lua e o chapéu. Ela era “a Bruxa”!
Foram objetos por ela explorados e explicados quando, onde e como podem ser usados. 
Percebemos que, afinal, estas coisas das magias, das poções, das bruxas, dos duendes e dos feiticeiros já existem na nossa cultura há muito tempo.
O Halloween é a versão inglesa do Samahim da tradição dos Celtas que também andaram na nossa região.
Foi uma sessão divertida, que nos ajudou a compreender algumas tradições das nossas avós. 
A “Bruxa” prometeu voltar e revelar outros segredos…

Fiquem com as fotos…

O Pirata e o Tesouro da Biblioteca

Lembram-se do Pirata Romeu? No dia 27 de outubro, vieram à nossa biblioteca celebrar o Dia Internacional das Bibliotecas Escolares. Os alunos do 6º Ano e os alunos da Educação Especial foram os convidados de honra. 
Foi hilariante! 
Vejam o vídeo…

Dia da Biblioteca

O dia internacional da biblioteca escolar em Abação começou com a leitura do poema “O Limpa-Palavras” de Álvaro Magalhães. Os alunos do Curso Vocacional andaram de sala em sala a declamar…

Na sala dos professores, o João e o Daniel também declamaram o poema de uma forma diferente: estavam proibidos de dizer “palavra” ou “palavras”. Estas eram ditas pelos professores.

Foi um dia recheado de atividades. Para quem não conhece o poema, aqui fica. Fabuloso!!!

O Limpa-Palavras

Limpo palavras.

Recolho-as à noite, por todo o lado:

a palavra bosque, a palavra casa, a palavra flor.

Trato delas durante o dia

enquanto sonho acordado.

A palavra solidão faz-me companhia.


Quase todas as palavras

precisam de ser limpas e acariciadas:

a palavra céu, a palavra nuvem, a palavra mar.

Algumas têm mesmo de ser lavadas,

é preciso raspar-lhes a sujidade dos dias

e do mau uso.

Muitas chegam doentes,

outras simplesmente gastas, estafadas,

dobradas pelo peso das coisas

que trazem às costas.


A palavra pedra pesa como uma pedra.

A palavra rosa espalha o perfume no ar.

A palavra árvore tem folhas, ramos altos.

Podes descansar à sombra dela.

A palavra gato espeta as unhas no tapete.

A palavra pássaro abre as asas para voar.

A palavra coração não pára de bater.

Ouve-se a palavra canção.

A palavra vento levanta os papeis no ar

e é preciso fechá-la na arrecadação.


No fim de tudo voltam os olhos para a luz

e vão para longe,

leves palavras voadoras

sem nada que as prenda à terra,

outra vez nascidas pela minha mão:

a palavra estrela, a palavra ilha, a palavra pão.


A palavra obrigado agradece-me.

As outras não.

A palavra adeus despede-se.

As outras já lá vão, belas palavras lisas

e lavadas como seixos do rio:

a palavra ciúme, a palavra raiva, a palavra frio.


Vão à procura de quem as queira dizer,

de mais palavras e de novos sentidos.

Basta estenderes a mão para apanhares

a palavra barco ou a palavra amor.


Limpo palavras.

A palavra búzio, a palavra lua, a palavra palavra.

Recolho-as à noite, trato delas durante o dia.

A palavra fogão cozinha o meu jantar.

A palavra brisa refresca-me.

A palavra solidão faz-me companhia.


ÁLVARO MAGALHÃES

O Limpa-Palavras e Outros Poemas